Semana passada estava vendo meu facebook e uma amiga postou uma matéria sobre um ursinho de pelúcia feito para pacientes (crianças) que estão em isolamento no Hospital Amaral Carvalho, localizado em Jaú -São Paulo. O nome do ursinho é Elo, nele é embutida uma tecnologia que permite que as crianças recebam mensagens de voz pelo aplicativo Whatsapp, basta apertar a mãozinha dele para ouvir a voz de pessoas queridas e assim matar um pouco da saudade.
Achei muito interessante essa forma de humanização desse tratamento tão difícil. Se esse tipo de tratamento é difícil para um adulto, imagina crianças cheias de energia, que querem brincar, voltar pra casa, ver a família e os amigos e não podem por conta do isolamento. O isolamento é feito para eles não sofrerem nenhuma mudança na imunidade durante o tratamento. Qualquer alteração durante o tratamento pode ser fatal.
Fiquei pensando no papel do psicólogo, professor e até mesmo psicopedagogo numa situação dessas. O psicólogo atuaria para resolver as questões emocionais tano das crianças, como da família também e o professor e o psicopedagogo nas questões escolares, pois não se sabe ao certo o tempo de tratamento de cada criança e deixá-la sem contato com a família, os amigos e a aprendizagem seria triste demais.
Na pós graduação tivemos algumas aulas sobre o professor atuando no hospital, juntamente com o psicopedagogo e achei tão bacana que pensei em fazer um trabalho voluntário nessa área, mas quando fui me informar, descobri que é extremamente burocrático e não pode ser realizado nos horários que você está disponível e sim em horário comercial, o que é meio impossível, pois é o mesmo horário que eu trabalho. Fiquei um pouco desapontada com isso, pois poderia me dedicar a essa questão aos sábados, por exemplo.
Enfim, segue abaixo a matéria completa sobre o ursinho Elo, nesse link também tem o vídeo das crianças recebendo o brinquedo e ouvindo as mensagens de seus familiares.
Confesso que chorei e achei sensacional essa iniciativa. Parabéns ao Hospital Amaral Carvalho por proporcionar essa alegria as crianças!
http://queminova.catracalivre.com.br/2014/04/11/urso-conecta-criancas-com-cancer-com-familia-e-amigos/
Olá, Meu nome é Juliana, sou formada em psicologia e pós graduada em psicopedagogia. Atualmente com foco somente na área clinica. Montei essa página para postar algumas ideias e temas atuais relevantes a psicologia. Participem, comentem, deem opiniões! Espero que gostem da página. =)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O LUTO
É um conjunto de reações a
uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser.
Luto
não é somente a reação vivenciada diante da morte ou perda de um ser amado, mas
também as manifestações ocorridas em outras perdas, como separações familiares,
de amigos, conjugais.
A
característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda
aliada ao sentimento de tristeza e choro, sendo que a pessoa se consola logo
após. Este é um processo que evolui, onde as relembranças são intercaladas com
cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, ser acompanhadas de
tristeza e choro. Além destes sentimentos, é comum o estado de choque, a raiva,
a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade e a fadiga. Sensações físicas
como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer.
A
duração deste processo é inconstante e seguido de uma notável falta de
interesse pelo mundo exterior. Com o passar do tempo, o choro e a tristeza vão
diminuindo e é esperado que a pessoa vá se reorganizando, porém é um processo a
longo prazo e os episódios de recaída são comuns.
Caso a pessoa não se recupere
mesmo depois de meses e anos do ocorrido, é considerado um luto patológico.
Nestes casos é recomendada a psicoterapia.
Resolvi abordar o assunto,
porque infelizmente é algo que está fazendo parte da minha vida no atual
momento. Hoje não estou aqui como psicóloga, estou apenas usando o espaço para falar sobre algo pessoal.
Há pouco tempo perdemos
uma pessoa muito especial, Sr. Mário, pai do meu namorado. Não convivi muito
tempo com ele, mas em pouco tempo percebi que era uma pessoa sensacional, bom
marido, bom pai, bom filho, cheio de vida, o tipo de pessoa que sabia curtir a
vida da melhor maneira possível, sem dúvidas um exemplo de pessoa.
Foi algo tão repentino que
ainda parece que é mentira, um pesadelo. No dia do ocorrido, não pude evitar as
lágrimas, eram lágrimas tristeza pela perda, pela família. Mas cada um tem uma
forma de reagir aos acontecimentos, não é?
Admiro quem sabe lidar com
a situação sem se desesperar!
Naquele momento eu queria ficar com o meu
namorado, sei lá, pra dar um abraço, um beijo e dizer que eu estava ali para o
que ele precisasse. Enquanto eu caminhava e dobrava a esquina para encontrá-lo
na porta do hospital, senti um aperto enorme no peito, não sabia o que fazer, o
que falar. Parecia até aquelas cenas de filme, sabe? Ele vindo na minha direção
com o joelho todo enfaixado, porque tinha se machucado no fim de semana, e com
aquela carinha triste, me senti impotente, pois nada que eu fizesse aliviaria
aquele sofrimento, achei melhor apenas dar um abraço e não falar nada.
E nesse dia percebi como é
importante ter os amigos por perto, sem dúvida, eles fazem toda a diferença!
Agora só nos resta guardar
na memória as boas lembranças, por um tempo é muito difícil, a saudade dói
demais, é aquela fase do luto que eu citei no início do texto. Com o tempo,
fica aquela saudade boa e as lembranças dos momentos felizes.
“Luto expressa o Amor a alguém cujo sinônimo é
saudade.”
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
CURIOSIDADES: TPM
Tensão pré-menstrual, ou TPM, é um tema que interessa não só às
mulheres, mas aos homens, especialmente. Ela se caracteriza por um conjunto de
sintomas e sinais que se manifesta um pouco antes da menstruação e desaparece
com ela. Se eles persistirem, não se trata da síndrome de TPM, que está
diretamente relacionada com a produção dos hormônios femininos.
Do ponto de vista dos hormônios sexuais, os homens são
muito mais simples do que as mulheres. Eles fabricam testosterona cuja produção
começa a cair inexorável e lentamente a partir dos 20, 30 anos de idade. As
transformações que essa queda provoca no humor masculino são, de certa forma,
previsíveis e é por isso que as mulheres dizem que os homens são todos iguais.
Com elas, é diferente. A concentração dos hormônios
sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual. Assim que termina a menstruação,
tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do
ciclo, quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível
desses dois hormônios, porém, praticamente chega a zero durante a menstruação.
Portanto, em cada dia do mês, a mulher tem uma
concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da
do dia seguinte. O impacto que isso provoca no humor feminino também oscila de
um dia para o outro. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de
entender.
Tensão
pré-menstrual, ou TPM, é o nome que se dá a uma série de sintomas que se
manifestam antes da menstruação. Mas, é preciso estarmos atentos: eles têm de
sumir com a menstruação. Caso não desapareçam, não se trata de tensão
pré-menstrual.
Os sintomas são variados: irritabilidade, depressão, dor
nas mamas e agressividade, que pode e deve ser controlada. Dor de cabeça é
outra queixa frequente. A mulher também chora fácil sem saber exatamente por
quê e pode explodir sem motivo.
PRINCIPAL CAUSA DA MUDANÇA DE HUMOR
A
principal causa está associada à produção de serotonina, uma substância
produzida pelas células nervosas e que, na mulher, oscila de acordo com o
período do ciclo menstrual. A serotonina atua sobre o humor das pessoas. Quando
seu nível no organismo está alto, ficamos alegres, felizes, bem-humorados.
Quando ele cai, ficamos mal-humorados e queremos comer doces para compensar.
Sabe-se que no período pré-menstrual há uma queda nos
níveis da serotonina. Sabe-se também que, diferentemente dos hormônios do
homem, os hormônios femininos interferem com a produção da serotonina. Isso
explicaria os sintomas psíquicos, enquanto os físicos resultam principalmente
da própria alteração hormonal.
É claro que não são todas as mulheres que sofrem de
tensão pré-menstrual. Algumas são mais sensíveis; em outras, a TPM se manifesta
apenas em determinada época da vida.
FATORES PREDISPONENTES
O
primeiro é o hereditário. Pessoas cujas mães apresentaram TPM têm maior
probabilidade de desenvolver a síndrome.
O segundo é o fator externo. A mulher pode não ter TPM se
estiver atravessando uma fase boa da vida e a serotonina sendo produzida em
quantidade adequada, mas pode apresentar se estiver passando por situações
difíceis, como doença na família, dificuldades econômicas, divórcio, pressão no
trabalho. Nesses casos, o nível da serotonina, que já deve estar baixo, cairá
mais ainda na segunda fase do ciclo menstrual, quando for produzido o hormônio
que o derruba mais ainda.
O terceiro é o fator endógeno. Há mulheres mais sensíveis
a mudanças hormonais e as menos sensíveis. Estas podem não ter TPM ou tê-la de
uma forma mais gostosa. Por exemplo, conheci uma mulher que pintava a casa
nesse período, o que era uma forma agradável de dissipar a ansiedade e tensão
que sentia.
MECANISMOS PARA COMBATER OS SINTOMAS
O
mais importante de todos é o autoconhecimento. Ninguém pode trabalhar com uma
coisa que não conhece, nem ter bom desempenho profissional, social ou familiar.
Os hormônios mudam nosso humor? Mudam. Vamos, então, trabalhar com eles. A
mulher já venceu tantos obstáculos que conseguirá vencer mais esse facilmente,
desde que queira.
Ela sabe que a mudança dos hormônios vai alterar o seu
humor, está anotando no calendário e já percebeu que anda mais irritada. Vamos
supor que esteja marcada uma reunião com o chefe. Se for à reunião e despejar
tudo o que tem vontade e acha que ele deve ouvir, com certeza vai perder o
emprego, o que é justo porque não se pode falar tudo aquilo que se pensa.
Peneirar o que se diz ajuda a tornar o mundo melhor.
Terminar o namoro pode ser uma idéia mais antiga, mas é
conveniente que espere a TPM passar. Nesse caso, há até algumas dicas para os
namorados. Evitem estar junto, discutir assuntos sérios ou tomar decisões
definitivas nesses dias. Se a esposa está na fase de TPM e começou a ficar
brava, o marido pode pegar os filhos para passear a fim de não entrar em atrito
com ela, afastando assim a possibilidade de agressões mútuas que não têm cura.
A TPM pode passar, mas o que foi dito ou feito jamais será esquecido.
Por isso, é fundamental que a mulher aprenda a
controlar-se. Se estiver diante de uma situação difícil, procure adiar a
solução para depois que menstruar, quando seu comportamento será diferente.
Numa reunião de trabalho, é mais profissional dizer ao chefe que vai analisar
um assunto polêmico e depois mandar um relatório por escrito do que ter um
destempero e perder o emprego.
Exercícios físicos ajudam muito, porque reduzem a tensão,
a depressão e melhoram a autoestima. Está brava, vai dar uma volta no
quarteirão, fazer ginástica ou arrumar um armário, que se sentirá melhor.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Curiosidades: Sociopata/Psicopata
Bom dia pessoal, fiz essa pesquisa rapidamente para matar a
curiosidade das pessoas em relação à psicopatia e sociopatia, na verdade ambos
termos são sinônimos, ou seja, psicopatia e sociopatia é a mesma coisa.
Informações
mais detalhadas estão na pesquisa abaixo. No final do post coloquei o link do
vídeo da psiquiatra Ana Beatriz Silva, onde a mesma explica mais sobre os
sociopatas. Espero que gostem!
O Transtorno
de Personalidade Antissocial, vulgarmente chamado de Psicopatia ou Sociopatia,
é um transtorno
de personalidade descrito no DSM-IV-TR,
caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por
normas sociais, e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros. Na Classificação
Internacional de Doenças, este transtorno
é chamado de Transtorno de Personalidade Dissocial (Código:
F60.2). Na população em geral, as taxas dos transtornos de personalidade
podem variar de 0,5% a 3%, subindo para 45-66% entre presidiários.
A
psicopatia é caracterizada, principalmente, pela ausência de empatia com outros seres vivos,
resultando em descaso com o bem-estar do outro e sérios prejuízos aos que
convivem com eles. Esse desvio de caráter costuma ir se estruturando desde a
infância. Por isso, na maioria das vezes, alguns dos seus sintomas podem ser
observados nesta fase e/ou na adolescência, por meio de comportamentos
agressivos que, durante estes períodos, são denominados de transtornos de
conduta. Não demonstram empatia, são interesseiros, egoístas e
manipuladores. Conforme se tornam adultos, o transtorno tende a se cronificar e
causar cada vez mais prejuízos na vida do próprio indivíduo e especialmente de
quem convive com ele.
Na psicanálise tal comportamento é
característico das estruturas ligadas às modalidade de perversão, que diferem das neuroses e das psicoses. Indivíduos com este diagnóstico
são usualmente chamados de sociopatas e psicopatas segundo definição do próprio
CID 10 Revisão:
Transtorno
de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações
sociais e falta de empatia para com
os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais
estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências
adversas, inclusive pelas punições. Existe uma baixa tolerância à frustração e
um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe
uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para
explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a
sociedade.
Egocentrismo
patológico, incapacidade para lealdade ou manutenção de sentimentos de amor ou
afeição, sedução apurada, vida sexual impessoal ou pobremente integrada,
prática comum de calúnias, omissões ou distorções de fatos e constante
incapacidade de seguir algum plano de vida também fazem parte de suas
características.
Fatores
ambientais e psicológicos como condições econômicas precárias, família
desestruturada e histórico de violência podem superar fatores genéticos na
formação dos psicopatas atuais. Existe grande número de psicopatas entre as
populações carcerárias. Estes indivíduos vivenciaram, geralmente, situações de
desamparo, desprezo e desafeto por suas famílias. Vivências repletas de maus
tratos, humilhações, abusos e mais uma série de fatores que, somados, podem
levar o indivíduo a uma dessensibilização, emocionalmente superficial e a
repetir a violência sofrida em suas relações sociais.
Vários
estudos mostram a associação entre lesões pré-frontais e comportamentos
impulsivos, agressividade e inadequação social. Um indivíduo saudável
apresentando comportamentos dentro dos padrões normais após sofrer um acidente
em que o córtex é atingido, pode passar a apresentar comportamentos
antissociais, ou seja, uma sociopatia adquirida. Estes dados confirmam o fato
de que possa existir um componente cerebral envolvido no comportamento dos
psicopatas.
A
diminuição da massa cinzenta na área pré-frontal, analisada por neuroimagem, demonstra que uma diminuição
do volume do hipocampo posterior e um aumento da
matéria branca do corpo caloso contribuem
para o aparecimento de comportamentos mais agressivos.
As
formas mais comuns de medicamentos utilizados em pacientes de transtornos de
personalidade são os neurolépticos, antidepressivos, lítio, benzodiazepínicos,
anticonvulsivantes e psicoestimulantes. Porém tratamentos medicamentosos
revelaram ser ineficazes no tratamento de psicopatia, apesar de poucos estudos
terem sido realizados adequadamente. Mesmo com poucos testes, sais de lítio são usados frequentemente no
tratamento de pacientes psicopatas, pois podem levar a uma redução nos
comportamentos impulsivos, explosivos e na instabilidade emocional. Seus
principais efeitos colaterais são sedação, tremores e problemas motores.
Há
indicativos de que a terapia
cognitivo-comportamental possa ser um método eficaz no
tratamento de transtornos de personalidade antissocial. A American
Psychiatric Association considera a terapia
analítico-comportamental como o tratamento de regulacão afetiva
mais eficaz e empiricamente suportado para transtornos de personalidade.
Psicoterapias com pacientes com
personalidade violenta em liberdade condicional reduziram os índices de
reincidência para 20 e 33% comparado com 40 a 52% dos grupos controles. Os
autores concluem que a personalidade dos pacientes não mudou, porém eles
aprenderam a controlar melhor seus impulsos e pensarem mais nas consequências
de seus atos.
Portadores
de transtornos de personalidade são mais susceptíveis a apresentarem outros
transtornos psiquiátricos. Estima-se que 80% das pessoas com transtornos de
personalidade sofram de outros problemas de saúde mental, como hiperatividade, síndrome do pânico, depressão maior, transtornos de
ansiedade e abuso de drogas.
Existe
também uma correlação entre o transtorno de personalidade antissocial com
outros transtornos de personalidade de desvios sociais, como transtorno
de personalidade histriônica, o transtorno
de personalidade narcisista e o transtorno
de personalidade limítrofe
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Síndrome de Tourette
Hoje falarei um pouco sobre a Síndrome de
Tourette, que é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por
tiques, espasmos ou vocalização que ocorre repentinamente da mesma maneira com
considerável frequência. Os tiques motores e vocais mudam constantemente de
intensidade. A maioria das pessoas afetadas é do sexo masculino.
O início da síndrome geralmente se manifesta na infância ou juventude
do indivíduo, eventualmente atingindo estágios classificados como crônicos.
Porém, no decorrer da vida adulta, frequentemente, os sintomas vão aos poucos
se amenizando e diminuindo. Mesmo assim, até hoje ainda não foi encontrada uma
cura para a Tourette. Tratamentos médicos existem para amenizar os sintomas,
porém, o consenso entre os profissionais da área é de que os tratamentos
precisam ser individualizados por causa das sempre presentes reações adversas aos
medicamentos.
Os tiques podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do
corpo (barriga, nádegas, pernas, braços etc.), mas tipicamente eles ocorrem no
rosto e na cabeça - no rosto, como caretas repetidas, e na cabeça como um todo,
como movimentos bruscos, repetidos, de lado a lado etc. A principal comorbidade é
o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC),
prevalente em aproximados 50% dos portadores. Os comportamentos
obsessivo-compulsivos estão intimamente ligados, tanto do ponto de vista
genético quanto do ponto de vista fenomenológico (Robertson & Yakely,
2002). Outros sofrimentos psíquicos que se têm mostrado abundantes são os
distúrbios do sono,
a ansiedade e
a depressão. Pesquisas têm levantado a
possibilidade de que essas alterações possam fazer parte dos próprios subtipos
da ST (Robertson & Yakely, 2002). Bastos e Vaz apresentam outras
características psicológicas verificadas:
"Outros aspectos psicodinâmicos e comportamentais relativamente
comuns na ST, como os comportamentos opositivos, agressivos, regressivos, a
forma como está se dando a liberação dos impulsos, a capacidade de
autorregulação e autocrítica, a capacidade e estado de adaptação, a capacidade
de tolerância à tensão e ansiedade, a capacidade de concentração no que se está
fazendo, a liberação dos impulsos e instintos mais primitivos, a liberação das
reações emocionais compatíveis com explosividade, os indicadores de falta de
integração e organização, a labilidade do controle emocional e
impulsividade, os indicadores de carência afetiva, a necessidade de contato
humano e de ausência de repressão, podem ser constatados nos protocolos da técnica de Rorschach, e isto aparece de forma
abundante na literatura sobre este teste" (Bastos & Vaz, 2009).
Um aspecto que merece ênfase ao se tentar explicar ou compreender essa
síndrome é que os sintomas ocorrem involuntariamente. Raramente uma pessoa que
sofre da síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por
prolongados períodos de tempo. Assim como o ser humano não consegue viver por
muito tempo com os olhos abertos, pois seu corpo reage de forma natural,
inconsciente, para que seus olhos pisquem, dessa mesma forma se manifestam os
sintomas da síndrome de Tourette no indivíduo por ela afetado.4
Infelizmente a reação de muitas pessoas desinformadas perante
manifestações da síndrome de Tourette é aquela de fobia ao diferente.
Ainda mais: às vezes, a reação é de reprovação. Isso ocorre especialmente
quando a pessoa afetada pela síndrome de Tourette manifesta sintomas de coprolalia.
A coprolalia enquadra aqueles indivíduos que, além de outros sintomas de
Tourette, veem-se obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos.
Obviamente as consequências desse tipo de comportamento geralmente se traduzem
em diferentes graus de desvantagens no âmbito social.
Os critérios diagnósticos oferecidos pelo DSM-IV-TR são:
·
Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais
em algum momento durante a doença, embora não necessariamente ao mesmo tempo
(um tique é um movimento ou vocalização súbita, rápida, recorrente, não rítmica
e estereotipada).
·
Os tiques ocorrem muitas vezes ao dia (geralmente
em ataques) quase todos os dias ou intermitentemente durante um período de mais
de um ano, sendo que durante esse período jamais existe uma fase livre de
tiques superior a 3 meses consecutivos.
·
A perturbação causa acentuado sofrimento ou
prejuízo significativo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
·
O início dá-se antes dos 18 anos de idade.
·
A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos
de uma substância (por exemplo, estimulantes)
ou a uma condição médica geral (por exemplo, doença de Huntingtonou encefalite pós-viral)
(DSM-IV-TR, 2002, p.101).
BASTOS, A. G. e VAZ, C. E.. Estudo
correlacional entre neuroimagem e a técnica de Rorschach em crianças com
síndrome de Tourette. Agosto de 2009, vol.8, n°.2, p.229-244. ISSN
1677-0471.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
CURA GAY - NÃO HÁ CURA PARA QUEM NÃO ESTÁ DOENTE!
Na última terça-feira (18/06), a "cura
gay" foi aprovada pela comissão dos direitos humanos da câmara.
O texto sugere que psicólogos passem a tratar a
homossexualidade. As normas do CFP proíbem que a homossexualidade seja vista
como doença, o que, ao meu ver, faz muito sentido.
A proposta, conhecida
como "cura gay", terá que passar ainda por outras duas comissões da
casa (Seguridade Social e Constituição e Justiça). Se aprovada em ambas, segue
para o plenário da Câmara.
João Campos, deputado federeal (PSDB/GO) e autor do
projeto, alega que o conselho está limitando um direito assegurado ao
profissional de psicologia e que é ampla a liberdade profissional. O CFP
protestou e afirma que é um retrocesso nos direitos dos pacientes e psicólogos.
"A 'cura gay' torna-se um motivo à mais para
aumentar, para acirrar, toda a violência que as pessoas com orientação homossexual
sofrem hoje nesse pais", diz Cynthia Ciarallo, do Conselho Federal de
Psicologia.
A proposta aprovada anula o artigo
da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem
participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de
modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais
como portadores de qualquer desordem psíquica".
Haverá uma manifestação contra a
aprovação da cura gay pela comissão de direitos humanos nesta sexta-feira, às
18h, na Praça Roosevelt, se você também é contra e acha que não há cura para
quem não está doente, apareça nesse manifesto!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
FILHOS DE PAIS SEPARADOS
O conceito de família está
se modificando na sociedade atual, o que pode gerar consequências psicológicas
para as gerações futuras.
Houve um aumento drástico
de separações e divórcios, o conceito da família afasta-se do conceito da
família “clássica”, como pai, mãe e filhos. Agora cada vez mais existem pais
separados, divorciados, madrastas e padrastos, gerando consequências diretas para
as gerações futuras.
Ao afastar-se da “família
clássica”, afasta-se também da “educação clássica”, em que as crianças cresciam
num seio que existia um pai e uma mãe. Ao separar-se/divorciar-se os pais
muitas vezes negligenciam a educação dos filhos. Mesmo tentando fazer o melhor
possível, os próprios pais são influenciados inconscientemente por essa
separação, sentindo-se culpados pelos filhos não terem os pais juntos, outros
pais usam os filhos como uma “arma” para com o outro progenitor, ou mesmo ambos
competem de forma consciente ou inconsciente pelo amor do filho.
Conforme os pais se sentem
culpados pela separação e pelo sofrimento dos filhos, podem
eventualmente serem mais permissivos, menos exigentes e disciplinados, dando o
que podem e não podem ao filho, em troca do seu amor ou por medo de perder o
seu amor. Esquecendo o essencial, carinho, afeto, amor, e que os filhos
amam-nos e não vão deixar de amá-los.
Outro tipo de pais,
principalmente quando ambos os pais são “presentes”, porém possuem muitas
divergências, ódio, angústia, acabam usando o filho para atingir o outro
progenitor.
Pais aparentemente amigos
e civilizados, de forma consciente ou inconsciente, competem com o outro
progenitor pelo amor do filho. Dando mais coisas que o outro dá, fazendo mais
vontades que o outro faz. Sempre atento ao que o outro faz, para fazer melhor
ou maior. Sendo mais permissivos, dizendo mais vezes sim e menos não. Por
consequência, não existe uma educação “saudável”, pois não existe coerência
entre ambos.
Inúmeros estudos, indicam
algumas consequências diretas e indiretas de ser filhos de pais separados.
Maior probabilidade de: baixa auto-estima, insucesso escolar, pouca
sociabilidade, vítima de bulling, desenvolver algum transtorno psicológico,
maior instabilidade emocional, maior ansiedade, baixa tolerância à frustração,
tendência para a depressão, etc.
As relações que
presenciadas, servirão de exemplo para nós e de forma inconsciente, e a
tendência é replicá-las. Logo há a tendência inconsciente de recriar o mesmo
ambiente, seja este bom ou mau.
Isso não quer dizer de
forma alguma que os filhos de pais separados, vão necessariamente sofrer mais
ou serem “piores” do que os filhos das “famílias clássicas”. Requerem sim uma
educação distinta, necessariamente deve haver maior maturidade de ambos os
pais, o qual muitas vezes não se verifica.
Ainda assim existem casos
de resiliência, em que num ambiente completamente disfuncional, um individuo se
desenvolve de forma saudável.
Não devemos esquecer também, que a “família clássica”
não é sinônimo de bem estar, acontecendo em muitos casos, é melhor se separarem
do que estarem juntos, visto a disfuncionalidade vivida no seio dessa família.
terça-feira, 14 de maio de 2013
MAL DE ALZHEIMER E DEMÊNCIA VASCULAR

O tema de hoje é sobre algo que está acontecendo na minha
família, é realmente muito triste ver uma pessoa tão querida com um problema
desses.
Então vamos entender o que é o Mal de Alzheimer e a Demência
vascular.
O Mal de Alzheimer, Doença de Alzheimer (DA)
ou simplesmente Alzheimer, é uma doença degenerativa atualmente
incurável, mas que possui tratamento. O tratamento permite melhorar a saúde,
retardar o declínio cognitivo, tratar os sintomas, controlar as alterações de
comportamento e proporcionar conforto e qualidade de vida ao idoso e sua
família. Foi descrita, pela primeira vez, em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. É a
principal causa de demência em
pessoas com mais de 60 anos no Brasil e em Portugal, sendo cerca de duas vezes
mais comum que a demência vascular,
sendo que em 15% dos casos ocorrem simultaneamente. Atinge 1% dos idosos
entre 65 e 70 anos, mas sua prevalência aumenta exponencialmente com os anos
sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos.
Demência vascular (DV) refere-se a qualquer demência na qual a principal
causa foi uma doença vascular encefálica. No Brasil é o segundo tipo mais comum
de demência, sendo a primeira por Alzheimer. Cerca de 30% dos idosos com mais
de 85 anos, sendo mais comum em homens. Geralmente são resultado de grandes
lesões causadas quando um coágulo bloqueia a passagem de sangue
no cérebro (acidente
vascular cerebral isquêmico). Caso esse coágulo tenha sido
formado por arritimia
cardíaca será classificada como demência
por infartos múltiplos.
No mundo o número de portadores de Alzheimer é cerca de 25
milhões, com cerca de 1 milhão de casos no Brasil e cerca de 100 mil em
Portugal.
Existe uma relação inversamente proporcional entre a
prevalência de demência e a escolaridade. Nos indivíduos com oito anos ou mais
de escolaridade a prevalência é de 3,5%, enquanto que nos analfabetos é de
12,2%.
Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas
existem pontos em comum, por exemplo, o sintoma primário mais comum é a perda
de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas
são confundidos com problemas de idade ou de estresse. Quando a suspeita recai
sobre o Mal de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes
cognitivos e radiológicos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos
sintomas como confusão mental,
irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda
de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes
de se tornar totalmente aparente o Mal de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um
período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticado e
assintomático durante anos.
A evolução da doença está dividida em quatro fases.
Primeira fase
Os primeiros sintomas são muitas vezes falsamente
relacionados com o envelhecimento natural ou com o estresse. Alguns testes
neuropsicológicos podem revelar muitas deficiências cognitivas até oito anos
antes de se poder diagnosticar o Mal de Alzheimer por inteiro. O sintoma
primário mais notável é a perda de memória
de curto prazo(dificuldade em lembrar fatos aprendidos
recentemente); o paciente perde a capacidade de dar atenção a algo, perde a
flexibilidade no pensamento e o pensamento abstrato; pode começar a perder a
sua memória semântica. Nessa fase pode ainda ser notada apatia, como um sintoma bastante comum. É também notada
certa desorientação de tempo e espaço. A pessoa não sabe onde está nem em que
ano está, em que mês ou que dia. Quanto mais cedo os sintomas forem percebidos mais
eficazes é o tratamento e melhor o prognóstico.
Segunda fase (demência inicial)
Com o passar dos anos, conforme os neurônios morrem e a quantidade
de neurotransmissores diminuem,
aumenta a dificuldade em reconhecer e identificar objetos (agnosia) e na execução de movimentos (apraxia).
A memória do paciente não é afetada toda da mesma maneira. As
memórias mais antigas, a memória semântica e a memória implícita (memória de
como fazer as coisas) não são tão afetadas como a memória a curto prazo. Os
problemas de linguagem implicam normalmente a diminuição do vocabulário e a
maior dificuldade na fala, que levam a um empobrecimento geral da linguagem.
Nessa fase, o paciente ainda consegue comunicar ideias básicas. O paciente pode
parecer desleixado ao efetuar certas tarefas motoras simples (escrever,
vestir-se, etc.), devido a dificuldades de coordenação.
Terceira fase
A degeneração progressiva dificulta a independência. A
dificuldade na fala torna-se evidente devido à impossibilidade de se lembrar de
vocabulário. Progressivamente, o paciente vai perdendo a capacidade de ler e de
escrever e deixa de conseguir fazer as mais simples tarefas diárias. Durante
essa fase, os problemas de memória pioram e o paciente pode deixar de
reconhecer os seus parentes e conhecidos. A memória de longo prazo vai-se
perdendo e alterações de comportamento vão-se agravando. As manifestações mais
comuns são a apatia, irritabilidade e instabilidade emocional, chegando ao
choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência à caridade.
Aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem ilusões e outros sintomas
relacionados. Incontinência urinária pode aparecer.
Quarta fase (terminal)
Durante a última fase do Mal de Alzheimer, o paciente está
completamente dependente das pessoas que tomam conta dele. A linguagem está
agora reduzida a simples frases ou até a palavras isoladas, acabando,
eventualmente, em perda da fala. Apesar da perda da linguagem verbal, os
pacientes podem compreender e responder com sinais emocionais. No entanto, a
agressividade ainda pode estar presente, e a apatia extrema e o cansaço são
resultados bastante comuns. Os pacientes vão acabar por não conseguir
desempenhar as tarefas mais simples sem ajuda. A sua massa muscular e a sua
mobilidade degeneram-se a tal ponto que o paciente tem de ficar deitado numa
cama; perdem a capacidade de comer sozinhos. Por fim, vem a morte, que
normalmente não é causada pelo Mal de Alzheimer, mas por outro fator externo
(pneumonia, por exemplo).
Tratamento
O tratamento visa minimizar os sintomas, proteger o sistema
nervoso e retardar o máximo possível a evolução da doença. Os inibidores
da acetilcolinesterase, atuam inibindo a enzima responsável pela
degradação da acetilcolina que é produzida e liberada por algumas áreas do
cérebro (como os do núcleo basal de
Meynert). A deficiência de acetilcolina é considerada um dos
principais fatores da doença de Alzheimer, mas não é o único evento
bioquímico/fisiopatológico que ocorre.
Cuidadores
Conforme a doença avança aumentam as dificuldades para os
familiares que se vêem tendo que cuidar, acompanhar e ajudar no tratamento de
um familiar que não mais reconhece as pessoas e depende a maior parte do tempo
do auxílio de alguém, até para realizar suas necessidades fisiológicas mais
básicas. Os cuidadores são fundamentais para o tratamento do idoso com
Alzheimer no ambiente domiciliar, mas nem todos os familiares estão preparados
física e psicologicamente para conviver e cuidar de alguém que não os reconhece
nem valoriza seus esforços. Por isso é importante o acesso às informações sobre
a patologia e apoio psicosocial aos cuidadores. E o cuidador de paciente
com Alzheimer frequentemente tem que lidar com irritabilidade, agressividade,
mudanças de humor e de comportamento.
É recomendado a participação do cuidador em programas de
cuidado ao idoso com Alzheimer para esclarecer dúvidas sobre a doença,
acompanhar o tratamento, dar apoio psicológico e social para atenuar o
esgotamento e o estresse gerados pela convivência com uma pessoa que a cada dia
vai precisar de mais cuidado e atenção no ambiente domiciliar.
Os cuidadores são responsáveis pela manutenção da segurança
física, redução da ansiedade e agitação, melhoria da comunicação, promoção da
independência nas atividades de autocuidado, atendimento das necessidades de
socialização e privacidade, manutenção da nutrição adequada, controle dos
distúrbios do padrão de sono e transporte para serviços de saúde além das
inúmeras atividades diárias de cuidado com o lar.
Dados colhidos do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer
segunda-feira, 29 de abril de 2013
RELACIONAMENTOS DE BOLSO
No primeiro ano da faculdade de psicologia um professor falava sobre a invisibilidade humana e os relacionamentos descartáveis e me interessei em saber mais sobre o assunto, consequentemente esse acabou sendo o tema do TFC que realizei com a minha amiga e psicóloga, Thaís Caires Mendonça.
Para realizarmos o TFC, nos focamos no estudo dos relacionamentos afetivos
entre os adolescentes na atualidade, relacionamentos esses considerados
descartáveis, pois são momentâneos, duram apenas alguns minutos ou horas.
Buscamos alguns teóricos que falam do assunto, Bauman
(2004), que é considerado um dos sociólogos mais influentes do mundo, e
Meireles (2007). Ambos têm uma teoria sobre os relacionamentos de bolso.
A partir da teoria de Bauman (2004) e Meirelles (2007),
podemos entender que vivemos em um mundo descartável, onde os jovens são
motivados pela sociedade de consumo, de bens materiais ou emocionais. Os jovens
entram nesses relacionamentos com a consciência de que não pode haver amor à
primeira vista e onde ninguém deve satisfação a ninguém, são relacionamentos
sem compromisso.
Segundo Meirelles (2007), os jovens parecem ter medo de
amar, de sofrer e de se decepcionarem ao descobrir que o outro não lhe traz a
tão desejada felicidade. Felicidade essa alcançada quando o relacionamento é
harmonioso, onde ambos se dão bem e não há traição. Como os jovens já não
sentem mais essa firmeza nos relacionamentos atuais, eles se prendem ao medo e
passam a viver os “relacionamentos de bolso”.
Bauman (2004) utiliza a expressão "relacionamentos de
bolso", que são relacionamentos curtos, compara estes com Vitamina C: em
grandes doses podem causar náuseas e prejudicar a saúde.
Esta é a sociedade onde vivemos hoje, onde vemos cada vez
menos relacionamentos duradouros.
Será que os jovens têm medo de amar e sofrer, assim como
supõe Meireles?
Segundo Santos (1995), os relacionamentos atuais se
baseiam no "ficar", relacionamentos esses sem compromisso, para que
homens e mulheres se conheçam antes de arriscarem um namoro.
Há uma grande
diferença entre os relacionamentos atuais e antigos. Nos relacionamentos atuais
não há comprometimento como antigamente, hoje tudo acontece muito rapidamente,
as pessoas utilizam o “ficar", para conhecer pessoas, quando encontram
afinidades e se identificam resolvem seguir algo mais sério, caso contrário a
pessoa é dispensada na mesma noite ou quando acabar a “curtição”.
Portanto percebemos que o “ficar”, que Bauman chamou de
“relacionamento de bolso”, é um relacionamento que não tem prazos, pode durar
algumas horas, uma noite, uma semana e desse tipo de relacionamento pode surgir
o namoro. Pode-se dizer que no “ficar” não há envolvimento sentimental,
dedicação e comprometimento. O fato de estar “ficando” com uma pessoa não a
impede de “ficar” com outras pessoas, justamente pelo fato de não existir
compromisso.
Na adolescência essa fase do “ficar” é importante, pois é
a fase em que o adolescente está construindo sua identidade, buscando coisas e
pessoas que se identifiquem, é a fase em que o jovem sofre grandes
transformações antes de se tornar um adulto.
Entendemos que os jovens buscam esse tipo de
relacionamento para satisfazerem suas vontades, para “curtir” numa noite na
balada, enfim, a princípio é algo sem compromisso, caso haja identificação
entre ambas as partes, a “curtição” vira algo mais sério, caso contrário acaba
rapidamente.
Os
relacionamentos breves estão ligados à necessidade do adolescente explorar
diferentes identidades.
Portanto entende-se que a sociedade está mergulhando no individualismo, onde o
sujeito se encontra num mundo sem valores fixos, desnaturalizado, onde ele deve
achar seus próprios valores e fazer suas escolhas. A sociedade aparece como um
campo de possibilidades e não como um conjunto ordenado que incluiria o homem e
o universo, como nas sociedades pré-modernas. Nas últimas décadas acelerou-se a
precariedade de todos os modelos pelos quais um homem pode encontrar seu posto
singular no universo social individualista.
BAUMAN, Z. Amor Liquido: sobre a fragilidade dos laços
humanos.Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 2004. 129 p,
MEIRELLES, S. Relacionamentos descartáveis. Disponível
em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2007/04/10/295297064.asp.
Artigo jornal o globo online 10 Abril 2007. Acesso em: 09 Março 2009
SANTOS, L. R. Antes do namoro o ficar. Disponível em: http://www.revistapsicologia.com.br/materias/hoje/m_hoje_antesdonamoro.htm.
Data de Publicação: 1995. Acesso em: 18 Abril 2009.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
IMPLICAÇÕES DA PARCERIA FAMÍLIA ESCOLA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
São poucas as pesquisas que têm investigado as inter-relações entre os papéis da família e da escola de modo a oferecer estratégias que promovam o aprimoramento e a ampliação dos modelos de relação entre os dois ambientes. A família e a escola emergem como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos da criança, atuando como propulsores ou inibidores do seu crescimento físico, intelectual e social, portanto, pode-se afirmar que é no contexto familiar e escolar que o sujeito constitui a sua identidade.Um bom equilíbrio e desenvolvimento das estruturas cognitiva, afetiva e social deveria ser ideal para que o processo de aprendizagem seguisse seu curso normal. Porém, muitas vezes, verifica-se que, se existem dificuldades de aprendizagem, elas estão ligadas a algum problema nestas estruturas, podendo ser um impedimento para o bom desempenho da inteligência.
A inteligência vai se construindo a partir da interação entre o sujeito e as circunstâncias do meio social. Um dos fatores essenciais para a construção do conhecimento é a vida em sociedade e, para aprender a pensar socialmente, são imprescindíveis a orientação do professor e o contato com outras crianças.
Os problemas de aprendizagem se manifestam de diferentes formas dentro da escola, e sintomas divergentes se apresentam para revelar que algo não vai bem. Cada criança tem sua forma de ser, de aprender e de não aprender.
É na observação da interação existente entre os membros da família que pode-se compreender como se dá a circulação do conhecimento e o acesso à aprendizagem, visto como cada membro familiar tem uma forma própria de aprender e operar ao construir o próprio conhecimento, portanto, uma mobilidade de aprendizagem que o permite se aproximar do desconhecido, para agregá-lo ao saber. A modalidade de aprendizagem é o resultado das experiências de aprendizagem do indivíduo em interação com o grupo familiar. O conhecimento será transmitido de acordo com sua modalidade de aprendizagem, mantendo o significado que o aprender tem para o grupo familiar.
Quando a família e a escola mantêm boas relações, as condições para um melhor aprendizado e desenvolvimento da criança podem ser maximizadas. Portanto, pais e professores devem ser estimulados a discutirem e buscarem estratégias conjuntas e específicas ao seu papel, que resultem em novas opções e condições de ajuda mútua A escola deve reconhecer a importância da colaboração dos pais na história e no projeto escolar dos alunos e auxiliar as famílias a exercerem o seu papel na educação, na evolução e no sucesso profissional dos filhos e, concomitantemente, na transformação da sociedade.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
ATIVIDADES EXTRACURRICULARES CULTURAIS E ESPORTIVAS
Todos nós sabemos que, para a criança e o adolescente, as atividades escolares e extracurriculares são fundamentais para seu desenvolvimento psíquico, físico e social. Nas primeiras experiências e contato com o mundo é saudável que a criança aprenda a viver em grupo, bem como lidar com os limites e regras sociais. Isso pode ser muito bem administrado através de atividades esportivas e culturais, quando orientadas por um profissional com o olhar focado para a educação, desenvolvimento e aprendizagem.
De igual forma, é de suma importância que os pais prestem atenção nos seus filhos e em seus comportamentos. Não basta pagar uma boa escola, dar brinquedos sofisticados e suprir as necessidades materiais. É essencial que os pais analisem o ‘jeito de ser do filho' e reflitam se o mesmo o ajudará no futuro. Crianças agressivas, tímidas, hiperativas ou com quaisquer tipos de dificuldades, se não compreendidas e ajudadas, poderão tornar-se adultos problemáticos.
Os psicólogos Danilo e Juliana entendem que estas crianças precisam de maiores cuidados, sempre buscando a sua integração, através de brincadeiras, esportes e atividades culturais (teatro, dança, música), para o seu pleno desenvolvimento. A grande questão é a observação individual para o encaminhamento ideal numa atividade, respeitando as suas características, aptidões e limites, para não incidir em erro nessa orientação.
O primeiro passo é a atenção dos pais em relação aos comportamentos do filho, para, gradativamente, ajudá-lo a se soltar e tornar-se mais comunicativo, extrovertido e independente. Lembre-se cada criança possui uma fase certa para desenvolver devidos aspectos, por isso é importante respeitar seu momento.
Segundo estes profissionais, os pais podem ajudá-los de diversas formas:
* Incentivando a participar de atividades dentro e fora da escola. Assim, quanto maior o número de papéis que ele desempenhar, maior será sua saúde física e mental.
* Convidando seus amigos para brincarem com ele em sua casa. Conheça quem são esses amigos - pessoas com quem seu filho possui maior afinidade.
* Estimulando-os aprender a tocar um instrumento. A musicalidade ativa a sensibilidade, além de ser um importante papel a ser desenvolvido.
* Ensine-o a ser independente, fazer pequenas compras, perguntar preços, pedir informações. Faça com ele; você é o seu espelho nesse momento.
* Não fique dizendo para a família e para os amigos que ele é introvertido, tímido, ou tem dificuldade nisso ou naquilo. Isso só agrava a situação e concretiza suas dificuldades.
* Na escola, peça aos professores que o ajude, fazendo com que ele participe ativamente das atividades.
* Por fim, lembre-se que uma boa orientação é o mais importante em qualquer situação, por isso tenha um bom diálogo e não espere a dificuldade aumentar para procurar ajuda quanto antes forem trabalhadas suas questões, mais fáceis serão suas resoluções.
CLÍNICA DE PSICOLOGIA
Danilo Gaba
97280-1096
Fernanda Migliaccio
Juliana Rua
99211-0987
Rua Serra de Bragança, 1.406 - Tatuapé
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