quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sobre Liderança e Recursos Humanos

Olá pessoal, estou de volta com mais um post.

Esse tratará de uma outra área que faz parte da minha vida também.

Além de psicóloga clínica, eu trabalho na empresa da minha família, aqui faço de tudo um pouco, cuido da parte de Recursos Humanos, de notas fiscais/sped fiscal, enfim, como dizem, sou uma profissional generalista.

Há algumas semanas, andei sentindo falta de estudar mais sobre o RH para contribuir mais para a empresa, então recorri ao site do Sebrae, que tem ótimos cursos online.

Então fiz um curso relacionado a liderança.

Por que escolhi esse curso?

Porque está chegando a hora de definir os líderes dos setores e eu precisava saber mais sobre o assunto para fazer a coisa certa.

Antes de definir um líder, eu tenho que liderar a equipe em geral. Para isso eu tenho que saber coisas básicas como, liderar não é mandar, eu tenho que ter um bom relacionamento com os colaboradores, tenho que saber que o líder deve ser admirado pelas pessoas, para que elas vejam a importância de segui-lo e o mais importante, saber que sem liderança não tem crescimento.

Toda empresa precisa de seus colaboradores para crescer e para isso é necessário ter responsáveis pelos setores, pois somente o dono da empresa não conseguiria tomar conta de tudo, administrar a empresa e observar o trabalho e a função de todos, isso seria humanamente impossível.

Enfim, as informações devem ser passadas aos colaboradores de maneira que eles entendam as necessidades da empresa, reuniões devem ser feitas sempre que possível para passar um feedback, instruções devem ser passadas para que cada líder possa cuidar da sua equipe de maneira eficiente.

Deve ser cobrado o resultado do trabalho da equipe, porém sempre com conduta de respeito com o colaborador.

Na minha opinião, nós proprietários de empresas, não podemos visar somente o lucro, temos que cobrar sim, mas também temos que olhar para os colaboradores, ver as condições de trabalho, temos que motivar, temos que visar o lado humano também, para assim podermos trabalhar em harmonia e chegar ao nosso objetivo que sempre é o crescimento da empresa.

Façam uma reflexão sobre o que ocorre na sua empresa e bom trabalho!


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O universo conspira a seu favor!

Boa tarde, pessoal!!

Tudo bem com vocês?

Ando muito sumida devido a correria do trabalho, academia e afins, mas estou de volta!!

Estava pensando outro dia sobre a vida em geral e como nosso pensamento negativo gera coisas negativas e nosso pensamento positivo gera coisas positivas.

Quando você joga um pensamento ou um desejo para o universo, ele retorna da mesma forma que foi, ou seja, se eu joguei para o universo que eu estou confiante que vou atingir uma meta, a mesma acaba se concretizando de uma maneira leve e fácil.

Se eu penso que podem haver pedras no caminho, é batata, vão ter pedras no caminho.

Semana passada aconteceu um fato comigo que me mostrou que isso é muito real. Estava eu trabalhando super tranquila e ai a nutricionista entrou na sala para conversar comigo, estava contando a ela os problemas de ordem de trabalho e de ordem familiar que andei tendo, ai ela lançou a frase "É, nosso aniversário está chegando, estamos no inferno astral.".

Só foi eu pensar nisso que tudo começou a dar errado, cheguei na natação e meus óculos de natação quebraram no meio, saí de lá, fui ao banco e na saída eu bati o carro. Levei o carro no funileiro pensando que estava fazendo um ótimo negócio, porque o tal funileiro cobrou um valor bem baixo, pego o carro e me deparo com uma porta de outra cor e toda empipocada, o inferno astral se concretizou só por eu ter pensado nesse nele.

Ai chegou o domingo, fui fazer uma pequena viagem com o meu namorado, onde conversei com pessoas diferentes, dei risada e me diverti, meu humor mudou, meus pensamentos mudaram e as coisas começaram a dar certo.

Pensamentos negativos geram coisas negativas!

Vamos jogar ao universo coisas boas, bons fluídos, bons pensamentos e afins!

Fiquem com Deus e até o próximo post!

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 REASONS WHY

Olá pessoal, estou de volta ao blog!
Hoje gostaria de falar sobre a série que estou assistindo "13 reasons why".
Muitos já devem conhecer, trata-se da nova série do Netflix, a mesma basicamente conta as razões que levaram Hannah Baker a cometer suicídio.
Eu terminei de assistir a fita 6 ontem, conversando com outras pessoas eu soube que os episódios finais são bem pesados.
O assunto suicídio é realmente muito pesado, as pessoas simplesmente acham que a pessoa ficou "louca" e cometeu suicídio. Porém não é bem por ai, para a pessoa chegar nesse nível é porque ela sofreu demais e é isso que a série mostra em cada fita/episódio.
Fiquei pensando na época do colégio, eu mesma sofri alguns bullyings por usar óculos, outras pessoas sofriam por ter espinhas ou por usar aparelho, essa época é realmente difícil e adolescentes podem ser muito cruéis.
Na série Hannah sofre muitos bullyings fortes, que comprometem sua integridade, a única pessoa que não a julga é Clay, porém, no decorrer dos capítulos, percebo que ele acaba sendo um pouco omisso, não se envolvendo muito mesmo sabendo o quanto ela sofreu, provavelmente por medo de "levar a culpa".
Estou apostando que é isso que ela dirá na fita dele.
O que eu acho importante dizer aqui é que temos que ficar atentos aos sinais, as pessoas não tomam uma atitude drástica dessas sem um motivo.
Depressão, crise de ansiedade, transtorno metal e afins não é loucura, não é frescura!
Se você percebeu que algo não vai bem com seu filho, amigo ou familiar, procure um profissional para ajudar.

Até o próximo post!

Juliana Rua
Psicóloga clínica
Tel: (11) 99211-0987

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial

Olá pessoal, tudo bem?

Como estrelas na terra - toda criança é especial é um filme maravilhoso, que todos que trabalham na área da educação deveriam assistir.
A história se baseia em Ishaan, um garoto de 9 anos, sem muitos amigos, com muitas dificuldades na escola, repetiu um ano e corre o risco de repetir novamente. Já seu irmão é um ótimo aluno, tira notas altas e tem grande sucesso nos esportes.
O pai do garoto o considera uma criança preguiçosa e indisciplinada e faz comparações entre os filhos, o que deixa Ishaan mais abalado ainda.
Certo dia, a direção da escola chama os pais do garoto para uma reunião e dizem a eles que o garoto não apresenta melhora nas atividades escolares, não consegue prestar atenção, nem fazer as atividades propostas.
O pai decide então colocar o garoto em um colégio interno, o garoto implora para não ir, se sente abandonado e, ao chegar no colégio interno, começa a deprimir e sofrer severas punições dos professores.
Eis que surge um professor substituto de artes, seu nome é Nikumbh, o mesmo passa a ministrar sua matéria de maneira diferenciada, voltada para os alunos e é ele quem percebe que a dificuldade de Ishaan não é preguiça e nem indisciplina. Resolve ir até a casa do garoto para conversar com os pais dele e entender o que ocorre.
Nessa visita ele se decepciona com o que os pais dizem sobre o garoto, sobre a maneira que lidam com a dificuldade e por fim revela que Ishaan tem dislexia.
Nikumbh volta ao colégio interno revoltado, porém disposto a ajudar Ishaan. O professor trabalha com crianças especiais e, por ter passado pelo mesmo problema que o garoto, sabe como ajudá-lo.
Na sala de aula ele apresenta o que é dislexia e pessoas brilhantes que eram dislexas, como Albert Einstein, dentre outros. As crianças ficam impressionadas, o professor sugere uma atividade fora da sala de aula e pede para Ishaan ficar um pouco mais, revelando ao garoto que ele também teve dislexia e que o ajudaria a enfrentar esse problema.
Como Ishaan tinha grande habilidade com pintura, o professor utiliza essa técnica para ajuda-lo, pedia para o garoto pintar as letras e palavras em folhas em branco e ia treinando a escrita e leitura das mesmas.
Apresentou as técnicas que utilizarias aos outros professores e ao diretor da escola e assim conseguiu fazer com que o garoto aprendesse a ler e escrever.
Com autoconfiança para superar o desafio de enfrentar a dislexia, Ishaan aprendeu a ler e escrever, surpreendendo alunos, professores e seus pais.
A família e a escola tem que prestar atenção nos alunos e em suas dificuldades, cada criança tem um tempo de aprender e os dilexos precisam de uma atenção maior, precisam de técnicas diferenciadas para que possam aprender, como as que o professor utilizou no filme, conhecendo as letras e as palavras usando a pintura. O apoio da família e da escola é fundamental para que a criança aprenda mesmo tendo transtornos ou dificuldades.

O filme retrata muito bem a dislexia, achei o mesmo muito interessante e emocionante, pois mostra o sofrimento da criança, que tem a dificuldade e não consegue explicar o que é, ainda mais com um pai que o discrimina.

Tinder? Happn? Relacionamentos da atualidade

Olá pessoal, tudo bem?

Faz um tempinho ai que eu fiquei solteira, ai muita gente falou "Instala o tinder, Jú! Instala o Happn (não sei se é assim que escreve)!".

Ai fui eu mergulhar nessa experiência de aplicativos e MEU DEUS, não nasci para isso!

Alguns carinhas vieram falar comigo, encontrei alguns amigos por lá, encontrei meu primo por lá e parece que um fornecedor do mercado me encontrou por lá. Voltando aos carinhas, estava eu falando com um que era muito bonitinho, mas tinha muito papo de criança e só falava asneiras. Gente, encontrei o marido de uma antiga professora de inglês no aplicativo e ele veio falar comigo, eu fiquei chocada!! Um cara queria me encontrar num domingo a noite, tipo às 22h... Tive que lembrar o cidadão que eu trabalho na segunda e que ele estava parecendo um serial killer e foi nesse dia que eu resolvi sair e deletar esses aplicativos.

Por que eu deletei? Porque fiquei chocada com a quantidade de cara casado ou com namorada que está lá procurando sexo casual, porque  fiquei inconformada com o objetivo de muitas pessoas por lá e porque esse modo de conhecer pessoas não me agrada muito, não sou mais adolescente e prefiro o modo tradicional.

Agora vamos ao estudo de toda essa experiência, na áurea época da faculdade, fiz o meu TCC sobre relacionamentos de bolso, que é basicamente o que ocorre hoje em dia, as relações são vazias e duram o tempo que for interessante para a pessoa, agora com um agravante, temos os aplicativos que servem de catálogo para as pessoas escolherem o seu par.

O que eu notei na minha vivência e ouvindo pessoas?
Notei que esses encontros quase nunca são me sucedidos e isso deve causar frustração e ansiedade. Não cheguei a conhecer ninguém, mas conheço pessoas que conheceram e as histórias não são tão boas.

Então a mensagem que deixo aqui é para as pessoas largarem um pouco seus celulares, tablets, computadores e afins e focar mais no presencial, nas conversas cara a cara.
Ontem fui jantar com as minhas primas e tinha um casal com uma crianças sentados em uma mesa, o casal estava no celular e a criança estava lá sentada, entediada com aquilo.
A que ponto chegamos, não é? Nem na hora do jantar as pessoas dão uma trégua e isso é bizarro!

Já sai várias vezes e presenciei casais no celular, sem conversar entre si, certa vez presenciei isso no dia dos namorados, inclusive isso acontecia comigo e com o meu ex-namorado, é uma situação super chata, como se não houvesse ninguém ali na sua frente, somente o celular. E isso causa um estresse quando você está interessado na companhia da pessoa, em conversar e a mesma simplesmente não larga o celular.

A era digital trouxe muita coisa bacana, mas tirou muita coisa da nossa vida, modificou as relações e não sei até onde tudo isso vai, isso me preocupa bastante.

Enfim pessoal, espero que tenham gostado!

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Precisamos falar sobre o Kevin

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Ontem estava assistindo um filme com o meu irmão e minha cunhada, o nome do filme é "Precisamos falar sobre Kevin".

Desde o início do filme o espectador percebe que algo dará muito errado. Há uma impactante cena inicial que mostra uma multidão em meio a um líquido vermelho, que se assemelha a sangue, uma forte imagem para começar a contar a história de Eva.
O filme mistura muito presente e passado para assim explicar porque ela é tão maltratada por quase todos que a encontram pela cidade.

Então ela vai relembrando de seu passado, de sua vida boa e feliz com seu marido Franklin e da chegada de seu filho, Kevin. Nota-se que há uma rejeição por parte da mãe, em muitas cenas ela aparece forçando um sorriso para fingir que está feliz com a chegada do bebê. 

Uma cena mostra Eva parada em frente a uma britadeira, a única maneira de ela não ouvir os gritos e choros constantes do bebê Kevin, essa implicância mútua faz com que ela entre em desespero e sinta-se frustrada. 

Eva tem grande dificuldade de se relacionar com Kevin e de ser aceita pelo mesmo, principalmente depois que começa a perceber que o filho tem traços de maldade. Tenta conversar sobre o assunto com o marido, porém o mesmo sempre releva tudo que Kevin faz e muitas vezes sequer acredita na esposa.

Kevin piora quando sua irmã Célia nasce e, para "compensar" seu ciúmes, ganha um kit de arco e flecha, péssima ideia vinda do pai. 

Desse momento para frente, as coisas só pioram, ele apronta várias coisas com a irmã, inclusive, faz com que a mesma perca um olho. Eva alerta o marido sobre a maldade do filho, porém é ignorada e passa a ser a culpada pelo acidente.

Certo dia chega uma encomenda para Kevin, são enormes cadeados que Kevin utiliza para trancar as portas do ginásio antes do massacre contra seus colegas e professores, um crime planejado e calculado.

Eva é chamada pela escola e se desespera, imaginando que o filho era uma das vítimas e não o cruel assassino. Ao chegar no colégio vê Kevin sendo preso e vai para casa, onde encontra marido e filha mortos por flechas lançadas pelo filho.

Isso explica o início do filme, com Eva sempre sendo atacada por todos do bairro. E eu te pergunto, a culpa é da mãe? Kevin é apenas uma criança má? O fato de ter um pai omisso, que passava a mãe em sua cabeça e achava que ele era uma vítima, era o problema?

É um filme duro e impactante, que nos leva a pensar em todas as perguntas que fiz acima, os atos de Kevin impressionam  pela materialização da maldade pura. Percebemos que a mente humana, que pode produzir tantas maravilhas, também é capaz das maiores atrocidades.

Soube que o filme foi baseado em um livro, certamente comprarei, pois achei a história bem intrigante e me levou a diversos questionamentos.

Até a próxima!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Retornando ao blog

Boa noite!!

Há muito tempo não consigo escrever aqui no blog, muita correria no trabalho e na vida.

Hoje fui na terapia e muitos pensamentos vieram na minha cabeça. Pois é, faço terapia sim senhor! E sim, psicólogo faz terapia!

É engraçado como as pessoas julgam, não é? Já ouvi milhões de vezes a frase "nossa, você é psicóloga e faz terapia?", como se isso fosse a constatação de que você não é um bom profissional. Gente, vou contar um segredo, psicólogos fazem terapia e supervisão, isso é necessário na nossa profissão.

Enfim, voltando a terapia, estávamos conversando sobre a vida e como nós mesmos acabamos achando que nosso potencial é menor do que ele realmente é, muitas vezes motivados pelas críticas e julgamentos de amigos, colegas e até mesmo da própria família.

Como muitos sabem, sou psicóloga formada desde o final de 2009, pós graduada em psicopedagogia desde 2012, já atuei na área clínica e em paralelo na empresa de minha família, hoje em dia estou apenas na empresa e, motivada pela terapia, vou voltar a estudar para retomar essa caminhada da psicologia clínica. Não será fácil, haverão críticas, pessoas duvidando da minha capacidade, mas persistirei, pois tenho muitos planos para mim e para a minha vida.

Enfim, o que eu queria dizer com essa publicação é que todo mundo tem um potencial, vá atrás, se arrisque, viva, trabalhe e seja feliz!

Um forte abraço.

Até a próxima!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mensagem de Natal

Mais um ano está se encerrando, é tempo de rever a vida, as atitudes, deixar para trás tudo aquilo que não nos faz bem e manter apenas o que nos leva pra frente e nos deixa felizes.

Toda experiência, seja boa ou ruim, traz um aprendizado e assim foi o ano de 2014.

Novos planos e novos projetos estão sendo pensados para 2015 e espero que ele seja mil vezes melhor que esse ano que está acabando.

Um feliz natal a todos, não deixem de acompanhar o blog, pois pretendo estudar assuntos novos para postar mais informações sobre a área da Psicologia aqui.

Um grande beijo e até 2015!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Síndrome de Peter Pan

Chegou o grande dia de falar da síndrome de Peter Pan!

Tenho certeza que todos aguardaram ansiosamente por esse dia! (SQN) rsrs

Para quem não leu o livro e nem se lembra do filme da Disney, Peter Pan era um menino que se recusava crescer. Era dotado de poderes mágicos e de uma fadinha de estimação,  vivia com "garotos perdidos" na Terra do Nunca, um eterno playground.

A síndrome de Peter Pan consiste em um desvio de comportamento de quem cresceu em ambiente de superproteção e que, confrontado com a dura realidade das escolhas cotidianas, preferia se refugiar em um ambiente conhecido. Esses adultos entravam em uma espécie de negação primitiva, criando uma bolha em torno de si.

Relutância em assumir responsabilidades, cuidado excessivo com a aparência, envolvimento compulsivo em atividades lúdicas e baixa autoconfiança são características das pessoas com tal síndrome.

Falando superficialmente e comparando com a vida real, podemos perceber que existem muitos "Peter Pans" por ai.

Outro dia fui em uma balada, eu detesto balada, mas fui para acompanhar minha prima. Fiquei indignada com a quantidade de senhoras de mais de quarenta anos querendo parecer meninas de 20 anos, e pior, imitando comportamentos de meninas de 20 anos ou menos.

Além das mulheres, obviamente também tinham homens de meia idade bancando os jovenzinhos e querendo passar o rodo na mulherada.

Havia uma mulher, em particular, vestida completamente vulgar, completamente alcoolizada, acho que ela não sabia nem quem era ela de tão louca que estava. Saiu agarrando TODOS os homens da balada, sim, TODOS! Ai fiquei me perguntando, "Será que ela está fazendo isso pra fazer uma soma no final da balada?".

Não existe coisa mais adolescente que isso! Quando eu tinha 15 anos eu ia nas matinês do Cabral (que venham os julgamentos! rsrs), normalmente a mesma acontecia aos domingos e na segunda-feira tinha aquela contagem de quantos meninos cada uma tinha ficado na matinê e na vida. Conversa típica de adolescentes, que normalmente ficaria lá na adolescência, mas parece que em alguns casos não.

Seria essa a síndrome de Peter Pan feminina? Será que essas mulheres precisam provar algo a alguém ou a elas mesmas?

Não sei, acho que venho de uma criação muito conservadora e ainda é difícil digerir esse tipo de informação. Então, para evitar a fadiga, chega de baladas! rs

Enfim, esse foi um exemplo feminino, vamos ao exemplo masculino.

-Homens de meia idade na balada se achando adolescentes, que só aceitam mulheres com corpinho de modelo.

-Homens viciados em vídeo games e jogos em geral, muitos desses se recusam a sair de casa para estudar ou trabalhar.

-Homens que cuidam excessivamente de sua aparência (tenho visto muitos desses na academia).

Teria um monte de exemplos para escrever aqui, mas me lembrei de um específico que vou descrever abaixo.

Em 2004 estava triste pelo fim do meu relacionamento e resolvi ir com umas amigas num barzinho próximo a minha casa, na época o bar era super legal, tinha até uma pista de dança e tal. Papo vai, papo vem, conheci um rapaz e a única coisa que ele sabia dizer era "advinha quantos anos eu tenho?" e eu, super educada, como sempre já respondi "Eu lá tenho cara de vidente, meu filho?".

Enfim o interesse do cara era em me dizer que ele tinha 40 anos, porém aparentava menos e ainda era da balada e tal. Meu único pensamento naquele momento era "Nossa, que babaca! Vai crescer e formar uma família, meu filho!".

O eterno playgroud da Terra do Nunca da história do Peter Pan, nada mais é que esse refúgio nas baladas, academias, em video games, computadores, tablets e afins.

Meu conselho é o seguinte, se você se identificou com esse post, vá procurar terapia!

Crescer é sempre bom em todos os sentidos, na vida pessoal, na vida profissional e principalmente na área emocional. Não dá pra ser adolescente pelo resto da vida, não siga o padrão da mídia, seja diferente, seja você mesmo!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Elo - Urso que conecta crianças com câncer à família

Semana passada estava vendo meu facebook e uma amiga postou uma matéria sobre um ursinho de pelúcia feito para pacientes (crianças) que estão em isolamento no Hospital Amaral Carvalho, localizado em Jaú -São Paulo. O nome do ursinho é Elo, nele é embutida uma tecnologia que permite que as crianças recebam mensagens de voz pelo aplicativo Whatsapp, basta apertar a mãozinha dele para ouvir a voz de pessoas queridas e assim matar um pouco da saudade.
Achei muito interessante essa forma de humanização desse tratamento tão difícil. Se esse tipo de tratamento é difícil para um adulto, imagina crianças cheias de energia, que querem brincar, voltar pra casa, ver a família e os amigos e não podem por conta do isolamento. O isolamento é feito para eles não sofrerem nenhuma mudança na imunidade durante o tratamento. Qualquer alteração durante o tratamento pode ser fatal.
Fiquei pensando no papel do psicólogo, professor e até mesmo psicopedagogo numa situação dessas. O psicólogo atuaria para resolver as questões emocionais tano das crianças, como da família também e o professor e o psicopedagogo nas questões escolares, pois não se sabe ao certo o tempo de tratamento de cada criança e deixá-la sem contato com a família, os amigos e a aprendizagem seria triste demais.
Na pós graduação tivemos algumas aulas sobre o professor atuando no hospital, juntamente com o psicopedagogo e achei tão bacana que pensei em fazer um trabalho voluntário nessa área, mas quando fui me informar, descobri que é extremamente burocrático e não pode ser realizado nos horários que você está disponível e sim em horário comercial, o que é meio impossível, pois é o mesmo horário que eu trabalho. Fiquei um pouco desapontada com isso, pois poderia me dedicar a essa questão aos sábados, por exemplo.
Enfim, segue abaixo a matéria completa sobre o ursinho Elo, nesse link também tem o vídeo das crianças recebendo o brinquedo e ouvindo as mensagens de seus familiares.
Confesso que chorei e achei sensacional essa iniciativa. Parabéns ao Hospital Amaral Carvalho por proporcionar essa alegria as crianças!

http://queminova.catracalivre.com.br/2014/04/11/urso-conecta-criancas-com-cancer-com-familia-e-amigos/


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O LUTO


É um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser.
Luto não é somente a reação vivenciada diante da morte ou perda de um ser amado, mas também as manifestações ocorridas em outras perdas, como separações familiares, de amigos, conjugais. 
A característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda aliada ao sentimento de tristeza e choro, sendo que a pessoa se consola logo após. Este é um processo que evolui, onde as relembranças são intercaladas com cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, ser acompanhadas de tristeza e choro. Além destes sentimentos, é comum o estado de choque, a raiva, a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade e a fadiga. Sensações físicas como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer.
A duração deste processo é inconstante e seguido de uma notável falta de interesse pelo mundo exterior. Com o passar do tempo, o choro e a tristeza vão diminuindo e é esperado que a pessoa vá se reorganizando, porém é um processo a longo prazo e os episódios de recaída são comuns. 
Caso a pessoa não se recupere mesmo depois de meses e anos do ocorrido, é considerado um luto patológico. Nestes casos é recomendada a psicoterapia.
Resolvi abordar o assunto, porque infelizmente é algo que está fazendo parte da minha vida no atual momento. Hoje não estou aqui como psicóloga, estou apenas usando o espaço para falar sobre algo pessoal.
Há pouco tempo perdemos uma pessoa muito especial, Sr. Mário, pai do meu namorado. Não convivi muito tempo com ele, mas em pouco tempo percebi que era uma pessoa sensacional, bom marido, bom pai, bom filho, cheio de vida, o tipo de pessoa que sabia curtir a vida da melhor maneira possível, sem dúvidas um exemplo de pessoa.
Foi algo tão repentino que ainda parece que é mentira, um pesadelo. No dia do ocorrido, não pude evitar as lágrimas, eram lágrimas tristeza pela perda, pela família. Mas cada um tem uma forma de reagir aos acontecimentos, não é?
Admiro quem sabe lidar com a situação sem se desesperar!
Naquele momento eu queria ficar com o meu namorado, sei lá, pra dar um abraço, um beijo e dizer que eu estava ali para o que ele precisasse. Enquanto eu caminhava e dobrava a esquina para encontrá-lo na porta do hospital, senti um aperto enorme no peito, não sabia o que fazer, o que falar. Parecia até aquelas cenas de filme, sabe? Ele vindo na minha direção com o joelho todo enfaixado, porque tinha se machucado no fim de semana, e com aquela carinha triste, me senti impotente, pois nada que eu fizesse aliviaria aquele sofrimento, achei melhor apenas dar um abraço e não falar nada.
E nesse dia percebi como é importante ter os amigos por perto, sem dúvida, eles fazem toda a diferença!
Agora só nos resta guardar na memória as boas lembranças, por um tempo é muito difícil, a saudade dói demais, é aquela fase do luto que eu citei no início do texto. Com o tempo, fica aquela saudade boa e as lembranças dos momentos felizes.


“Luto expressa o Amor a alguém cujo sinônimo é saudade.”

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